segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sinapses III (Receptores na Membrana Pós-sináptica)

     Olá, queridos neurocuriosos! Hoje vou falar um pouco mais sobre as sinapses, fazendo uma abordagem mais geral sobre os receptores de membrana pós-sináptica.
     Os receptores são complexos proteicos que ficam na membrana pós-sináptica. Quando um neurotransmissor é liberado na fenda sináptica, ele se liga ao seu receptor específico e isso gera uma mudança conformacional nesse receptor, abrindo canais iônicos, que podem ou não gerar um impulso nervoso (leia sobre as sinapses excitatórias e inbitórias clicando aqui!).
   Os receptores podem ser divididos em dois grupos: receptores ionotrópicos e receptores metabotrópicos. Os receptores ionotrópicos são receptores em que os neurotransmissores se ligam, mudando sua forma tridimensional e abrindo o canal iônico (parte do próprio receptor), ou seja, é uma ativação do canal pelo próprio neurotransmissor.
      Os receptores metabotrópicos não são canais iônicos, eles são receptores que, ao serem ativados, desencadeiam reações intercelulares que ativam os canais iônicos. Isso acontece por sistemas de "segundos-mensageiros", ou seja, não é o neurotransmissor (primeiro mensageiro) que ativa o canal iônico, o ativar os receptores metabotrópicos e assim gerar mensageiros secundários (e estes irão se ligar ao canal iônico e estimular sua abertura).
       Uma das principais moléculas intermediárias desse processo é a proteína G (uma proteína que possui GDP ligado a subunidade alfta, umas das três subunidades da proteína G), ela está associada ao receptor de membrana. Quando o neurotransmissor se liga ao receptor, promove uma mudança alostérica na mesma e faz proteína G substituir o GDP ligado à subunidade alfa por um GTP, o que faz essa subunidade juntamente com o GTP, se desacoplarem das outras subunidades. "Livre", a subunidade alfa "desliza" sobre a membrana até chegar a uma proteína efetora, induzindo esta a abrir o canal iônico ou a começar reações bioquímicas que vão, indiretamente, gerar o pontecial de ação.
      Com os receptores ionotrópicos a transmissão é rápida, dado que basta o neurotransmissor se ligar à eles para o impulso começar a ser gerado, enquanto com os receptores metabotrópicos é mais lenta, já que depende de outras reações acontecerem.






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